Com seu Guia Afetivo da Periferia, Marcus Vinicius Faustini lança projeto de memória coletiva da cidade
Por Laila Melchior
No currículo o cargo de secretário de cultura do município de Nova Iguaçu, a direção de documentários, montagens de peças e textos de teatro. Marcus Vinicius Faustini lança agora seu primeiro livro, o “Guia Afetivo da Periferia”. O guia faz parte da coleção Tramas Urbanas em parceria com O Instituto.

Em entrevista ao blog, Marcus conta um pouco sobre a nova obra:
LM: O livro não olha para a periferia munido do discurso da carência. Pelo contrário, propõe uma relação, como o título já informa, afetiva. Você considera esse olhar uma novidade?
MVF: Talvez, para quem olha de fora para dentro seja uma novidade reconhecer a expressão da experiência das vivências nos territórios populares como afetiva e estética. Entretanto, isso já acontece em outras linguagens como o samba, o funk, etc. A novidade é isso dentro da produção literária. O acesso a produção e a fruição com a literatura são decisivos para a radicalização da democracia no país. Só podemos reconhecer a experiência do outro através da expressão de suas subjetividades. Difundida, a literatura será uma linguagem que contribuirá muito na percepção do outro.

