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Manoel Ribeiro no Urban Age

Entramos na Era Urbana (Urban Age). Na sequência do processo de globalização econômica no final do século XX, o século XXI chega marcado pela ascensão das cidades. Pela primeira vez na história da humanidade mais da metade da população do planeta vive em áreas urbanas. Na China, Índia, África e América Latina a população das cidades está explodindo e estas crescem de forma exponencial. Ao mesmo tempo, no entanto, muitos centros urbanos desenvolvidos estão encolhendo e passando por reestruturações radicais provocadas pelas mudanças nos setores econômicos e pelos novos padrões de migração. Tudo isso vem provocando grandes alterações na paisagem física e social das cidades.

É preciso, portanto, que políticos, investidores, profissionais de planejamento, designers, arquitetos e todos os demais envolvidos com a organização e planejamento urbano compreendam os impactos dessas mudanças e possam propor alternativa inovadoras, sem as quais as conseqüências serão desastrosas.

É esse o desafio que o projeto Urban Age, iniciado em 2005, visa enfrentar, através de uma sequência de seis conferências internacionais sediadas em diferentes cidades da África, Ásia, Américas e Europa. A proposta é criar uma rede ampliada de indivíduos que troquem informações e experiências no sentido de apontar caminhos para o futuro das cidades, sempre contemplando a articulação entre os investimentos concretos e os processos econômicos, ecológicos, sociais, políticos e culturais que informam a vida urbana.contemporânea.

Veja, abaixo, a participação do arquiteto e urbanista Manoel Ribeiro na última conferência do Urban Age, promovida pela London School, em dezembro de 2008, na cidade de São Paulo. E neste link você pode assistir a todas as palestras da conferência realizada n final do ano passado.

Postado em Uncategorized, em 30/07/2009 | Nenhum comentário, adicione o seu |

Colisões criativas

Por Numa Ciro

A primeira edição do projeto Colisões, resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu (RJ), o Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC), do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ e O Instituto, sob a coordenação geral de Heloisa Buarque de Hollanda, aconteceu no campus da Praia Vermelha entre 21 de maio e 16 de junho. A proposta mais abrangente do projeto consiste em promover o encontro entre artistas, pensadores e atores de Nova Iguaçu e da cidade do Rio de Janeiro, ligados aos processos de criação através da palavra. A cada edição, dois artistas, um de cada região, são convidados para atuar como oficineiros de uma turma de jovens que, ao final do processo, devem realizar um trabalho produzido de forma compartilhada.

Por seu caráter inovador, essa interlocução abre novos caminhos para a pesquisa e o ensino acadêmicos, além de cumprir um dos objetivos maiores da universidade hoje: as atividades de extensão. O que é desenvolvido na universidade é, antes de tudo, um direito de todos.

Para a primeira edição do Colisões os dois artistas convidados foram a poeta e atriz Bianca Ramoneda, indicada pelo PACC, e Dante, grafiteiro conhecido em Nova Iguaçu, indicado pela Secretaria de Cultura daquele município. Juntos, conduziram uma turma de jovens formada por 10 alunos da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu e cinco alunos da Escola de Comunicação da UFRJ, num processo de criação coletiva construído a partir de um diálogo entre palavra e imagem.

Nos encontros semanais de quatro horas, uma primeira parte foi dedicada à palestras sobre os processos de construção da obra literária e sua interlocução com a expressão audiovisual.

Mais do que ensinar ou transmitir conteúdos de modo formal, as palestras foram um meio de encantar os jovens em relação ao tema literário apresentado por cada um dos palestrantes. Assim, Ana Luiza Martins Costa falou sobre Guimarães Rosa; Nonato Gurgel, sobre Clarice Lispector; Beatriz Rezende, sobre Lima Barreto; e Bráulio Tavares, sobre Edgar Allan Poe.

Na segunda parte do encontro, Bianca e Dante assumiram o comando das oficinas, que se desenvolveram a partir das idéias trazidas pela turma em resposta à provocação inicial lançada pelos dois artistas: “Tragam-me histórias de amor”. As diferentes narrativas de histórias vividas, de memórias ouvidas e de relatos de ficção levadas pelos jovens falavam de seu território próprio e de suas diferentes realidades particulares mas também de um universo de sentimentos e experiências comuns, que fizeram com que se produzisse, entre eles, um novo território de sentidos. Em texto, imagem e música, o resultado dessa colisão criativa pode ser conferido no blog do Colisões.

Leia a seguir a entrevista com Anderson Barnabé, do projeto Reperiferia, concedida a Ilana Strozenberg, d’ O Instituto.

I. Do Reperiferia à Escola Livre de Cinema, e mais…

Anderson Barnabé. Comecei a trabalhar com o Marcos Faustini, desde a concepção do projeto da escola de teatro em Santa Cruz. Esse foi um projeto que criamos há aproximadamente cinco anos, quando surgiu a oportunidade da gente dirigir um teatro da prefeitura, com muitos recursos, dentro da Cidade das Crianças. Santa Cruz não tinha teatro, esse foi o primeiro. E o Faustini é natural de Santa Cruz, ele veio do Cesarão – um dos maiores conjuntos habitacionais da América Latina. Santa Cruz tem 209 conjuntos habitacionais, o Cesarão é só um deles, e o Faustini veio de lá. Nos conhecemos na Escola de Teatro Martins Pena, que é a escola de teatro mais antiga da América Latina e é pública, do governo do Estado. Começamos a estudar lá em 1991, se não me engano. O Marcos vinha do Cesarão todos os dias. De lá até o Centro do Rio são aproximadamente 60 quilômetros, e ele vinha todos os dias para estudar.

(mais…)

Postado em Uncategorized, em 15/07/2009 | Nenhum comentário, adicione o seu |

Entrevista com Joaquim Falcão

O advogado Joaquim Falcão fala nessa entrevista exclusiva para O Instituto sobre o jovem, a tecnologia e o acesso à lei, entre outras temas. Confira a seguir. E leia mais sobre a palestra Somos todos ilegais?, de Joaquim Falcão, na Casa do Saber, em maio.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Postado em Cultura Além do Digital, em 14/07/2009 | Nenhum comentário, adicione o seu |

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