Futuro das águas na internet
Seguem algumas textos sobre a exposição e os debates que aconteceram no SESC Flamengo, em março.
# Revista Água
O futuro das águas
# Blog Rio Bacana
H2O - Fonte de água, seiva da vida, futuro do mundo
Seguem algumas textos sobre a exposição e os debates que aconteceram no SESC Flamengo, em março.
# Revista Água
O futuro das águas
# Blog Rio Bacana
H2O - Fonte de água, seiva da vida, futuro do mundo
Por Bruno Dorigatti
O mundo já queimou metade dos combustíveis fósseis necessários para que um catastrófico aumento de 2 C na temperatura média do planeta se torne realidade, informa o diário londrino The Guardian de 29 de abril.
Quem garante é Myles Allen, cientista de Oxford, Inglaterra, responsável pelo estudo que afirma que 500 bilhões de toneladas de carbono foram consumidas desde a Revolução Industrial. Nesse ritmo, em 40 anos chegaríamos a um trilhão de toneladas de carbono queimado, e ao aumento de 2 C na temperatura média da terra.
“É necessário limitar a quantia de carbono que liberamos na atmosfera. Levamos 250 anos para queimar o primeiro meio trilhão de toneladas de carbono, mas, se seguirmos as tendências atuais, queimaremos o outro meio trilhão em menos de 40 anos”, escrevem os cientistas.
Por Bruno Dorigatti
A terceira e última mesa do Seminário Futuro das Águas voltou-se para a questão do imaginário, ao tratar da água como objeto de reflexão e elemento de linguagem em diferentes manifestações do saber, como na religião, nas artes e na ciência.
Heloisa Buarque de Hollanda, diretora d’ O Instituto, abriu a mesa comentando a intenção de unir cultura e ciência. “Até muito pouco tempo, a cultura não entrava como uma variável de análise importante. Hoje a gente já tem várias outras perspectivas de cultura como recurso econômico, como recurso político, enfim, a cultura já tem outras entradas e a gente está testando aqui, agora, como metodologia científica.” Segundo ela, assim como a água integra um ecossistema que afeta tudo, “a cultura está sendo cada vez mais vista também como um ecossistema cultural, começa com uma discussão entre diversidade cultural, que é exatamente a biodiversidade. Essa visão sistêmica é que trouxe a idéia dessa mesa”.
Por Bruno Dorigatti
A segunda mesa do Seminário Futuro das Águas abordou a questão do ponto de vista das cidades, e qual o papel que elas podem desempenhar como pólo de políticas preventivas contra os efeitos negativos que as alterações ao meio ambiente provocam e o seu conseqüente impacto no regime das águas.
O economista e ambientalista Sergio Besserman, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e Governança Metropolitana da Prefeitura do Rio de Janeiro (Cadegom), abriu a mesa falando sobre a elevação das marés. O Rio de Janeiro é uma cidade água, cercado pela baía de Guanabara, baía de Sepetiba, o sistema lagunar, o litoral oceânico, os rios que descem das montanhas e alimentam o sistema lagunar e as baías. “Enfim, nós somos água”, afirmou Besserman. “E o futuro das cidades no mundo, a maior parte delas, cidades costeiras, está sendo afetada por um processo global, que é a mudança climática.
Por Bruno Dorigatti
Fechando o primeiro dia do Seminário Futuro das Águas, Paulo Canedo, engenheiro da Coppe/UFRJ e co-autor do livro O espírito das águas (Novas Direções, 2008) apresentou dados, mapas e estatísticas sobre o tema. Apesar de ser um quadro muito preocupante para o planeta, nosso país tem tudo para aproveitar a condição especial de grandes reservas de água doce, as maiores do mundo, e sair da atual situação crítica em algumas regiões do país.
Segundo ele, a quantidade de chuva anual no planeta é imutável, não se perde. Ela evapora, se precipita, mas está dentro do sistema atmosférico. Em seguida, apresentou mapas com as precipitações no planeta. A América do Sul é uma das regiões com mais precipitações. Já a América do Norte resolveu seu problema natural de carência de precipitações através de transposições de rios. “Transpor água pode ser uma racionalidade humana, de suprir regiões onde a chuva não chega com águas que sobram em regiões que choveu muito. Este é um bom exemplo de que os norte-americanos conseguiram dar a volta por cima em um problema natural, a carência de chuvas”, afirmou Canedo, destacando o Canadá como o país que mais realizou este tipo de obra. A Ásia e a África, por sua vez, são regiões que enfrentam sérios e crescentes problemas. A seguir, o engenheiro mostrou dados relativos à quantidade de água por habitantes, onde a situação mais premente encontra-se na Índia, no Oriente Médio e no norte da África.
| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| « ago | ||||||
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ||
| 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 |
| 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 |
| 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 |
| 27 | 28 | 29 | 30 | |||