Cidades, Futuros Possíveis

Como pensar o futuro das megacidades no contexto dos países de desenvolvimento tardio? Como enfrentar os problemas resultantes do grande aumento de sua população aliado aos impasses trazidos pela presença de diferenças étnicas, sociais e econômicas que são a marca do mundo globalizado? Desde 2010, o  Seminário Internacional Cidades, Futuros Possíveis promove o debate entre representantes de organizações públicas e privadas e pesquisadores de destaque no campo da antropologia, do urbanismo, da economia, da história e da geografia cujas pesquisas abordam espaços urbanos de diferentes cidades e continentes, buscando produzir novos olhares sobre as contradições e conflitos que marcam as grandes cidades contemporâneas.

Com foco especial sobre o papel da cultura e das redes sociais nessa reconfiguração, a programação incluiu mesas redondas, palestras e workshop para a articulação de pesquisas e ações futuras entre os participantes do evento. Realizado no auditório Casa da Ciência – UFRJ, em 2010, e  Casa de Rui Barbosa, em 2011, o Seminário Internacional Cidades, Futuros Possíveis tem como propósito apontar parâmetros para a construção de realidades urbanas integradas, democráticas e sustentáveis, nas quais o reconhecimento de fronteiras de várias ordens não seja, no futuro, um impedimento e sim um estímulo ao trânsito e ao convívio criativo.

Seminário Internacional Cidades, Futuros Possíveis já contou com a participação, entre os pesquisadores convidados, de Guy Saez, diretor do curso de Doutorado “Sociedades, territórios políticos” da Universidade de Grenoble; Maurício Tenório, professor de História na University of Chicago; Scott Salmon, pesquisador do Urban Studies Program da New School; Ricardo Henriques, presidente do Instituto Pereira Passos; Maria Alice Rezende de Carvalho, professora do programa de pós-graduação em Ciências Sociais da PUC RJ; Vera Telles, professora do departamento de Sociologia na USP; Beatriz Jaguaribe, professora da  Escola de Comunicação da UFRJ; Cristina Meneguello, professora de História na Unicamp; Jailson de Souza e Silva, professor do departamento de Educação da UFF e coordenador geral do Observatório de Favelas.

A proposta é que da interlocução de áreas tão diversas, surjam caminhos tanto no plano do imaginário quanto das práticas sociais para transformar as grandes cidades conflagradas do presente em futuros territórios de cidadania plena e universal, onde predominem as relações de troca, solidariedade e respeito às diferenças.