Rio de Encontros e ESPM, do debate ao livro

O Rio de Encontros, projeto realizado pelo O Instituto, já faz parte do calendário da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e a parceria firmada em 2013 segue em 2017 consolidada e carregada de novidades. A primeira delas é o livro que reúne análises e artigos de professores da Escola, além da cobertura dos eventos realizados em 2016. A série de debates, por sua vez, terá os jovens ocupando a centralidade. Tanto os que compõem a turma fixa, selecionada anualmente para o projeto, como os alunos da ESPM.

Para a diretora da ESPM Rio, Flávia Flamínio, há uma grande sinergia entre o trabalho que a Escola desenvolve e o Rio de Encontros. Essencialmente, trata-se de uma parceria de futuro que aposta no debate de ideias como um investimento na formação dos jovens, e na comunicação e na cultura como instrumentos de transformação social.

“Esses são parâmetros que fundamentam as ações da ESPM, que é reconhecida pelo sólido relacionamento com o mercado e também pelos investimentos para além de formar profissionais, formar cidadão transformadores, que venham a ter projetos maiores que as suas carreiras individuais e profissionais, mas atentos às transformações sociais. Nós buscamos alunos transformadores onde quer que eles estejam, em quaisquer ambientes e classes sociais. Outra questão importante é a diversidade de vozes que o Rio de Encontros traz e as discussões que propicia. Nós desenvolvemos um trabalho em que os estudantes da ESPM e os alunos do Encontro desenvolvem um projeto em comum, que naturalmente leva à disseminação do conhecimento adquirido nessa interlocução”, avalia Flamínio.

A ESPM dá provas de generosidade e de abertura intelectual ao abraçar o Rio de Encontros, ressalta a diretora acadêmica d’O Intituto, Ilana Strozenberg. Segundo ela, trata-se de uma experiência cujos resultados são profícuos:

“São grandes anfitriões e nos fizeram sentir que são parte de nós e nós somos parte deles. De fato, eles abriram as portas com espírito colaborativo”, afirma. “A partir da entrada da ESPM, os alunos viram a possibilidade de estar num contexto em que eles puderam desenvolver atividades extras, como os laboratórios, que não seriam feitos não fosse a Escola. É uma oportunidade de conviver num contexto em que eles têm acesso a equipamentos, professores com quem dialogar e acesso a uma instituição sólida. Foi mais uma inserção na universidade e mais uma ampliação nas redes desses jovens. Para os alunos da ESPM, o contato com uma realidade que eles desconhecem, um universo social do Rio de Janeiro que lhes é muito pouco familiar, e com questões que não são frequentes nem presentes nas vidas deles”, analisa.

Ainda no primeiro semestre, será lançado o livro que resume a experiência do Rio de Encontros e suas temáticas ao longo de 2016, uma proposta da própria ESPM, o que, para Strozenberg, é uma demonstração do compromisso firmado e que dá perspectivas de mais frutos futuros: “Estamos de fato trabalhando juntos. A Escola não impõe, dialoga. Nunca formulamos o conteúdo sem, recorrentemente, dialogarmos com ​a equipe da ESPM, o que ocorre antes e durante a realização dos encontros”, afirma Strozenberg.

A aceitação entre os alunos é grande. A jovem Jaqueline Campos, da Universidade das Quebradas alonga o discurso para explicar o sentimento, após o projeto de conclusão do curso, um documentário de cinco minutos de duração:

“Minha participação foi assídua e muito proveitosa. Gostei muito de participar desse projeto, principalmente por causa do que essa parceria do Rio de Encontros com a ESPM proporciona a quem participa das conversas. O laboratório de audiovisual com ênfase em uma produção de baixo custo me mostrou que é possível desempenhar um bom trabalho utilizando de forma adequada as ferramentas que a gente possui. O mini doc saiu mais completo e surpreendente do que a gente esperava e foi muito prazeroso fazer parte dessa junção de ideias, pensamentos e sentimentos exposta pelos artistas que colaboraram de forma tão brilhante e única conosco”, descreve.

O desafio agora, segundo Flamínio, é ampliar a participação e atrair um número ainda maior de jovens, sejam da Escola ou de fora. “Comunicar de uma forma eficiente para eles é fundamental”, diz ela, já adiantando o que virá em 2017: “Um tema importante e ao qual estamos atentos é sobre como o jovem lida hoje com a frustração da vida real. O momento social pede essa discussão”, pontua.

Ilana Strozenberg assente: “O tema de 2017 será juventude, e a pergunta é o que se entende hoje por esse conceito nas suas várias dimensões, já que são categorias historicamente construídas. É um assunto que fala ao coração desse universo, daí querermos proporcionar o diálogo com uma série de pessoas que estudam e têm interesse por esse tema”, finaliza.